Como parte da programação do Agosto Lilás, o CRAS Botafogo realizou, nesta segunda-feira (17), uma palestra sobre prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher na Associação da Comunidade Quilombola de Botafogo. A atividade foi organizada pelo CRAS Botafogo, em parceria com a Associação da Comunidade Quilombola de Botafogo, e contou com a participação da Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal de Cabo Frio.
O encontro abordou os diferentes tipos de violência contra a mulher, como identificar situações de violência, como buscar ajuda e quais serviços podem ser acionados.
Segundo a assistente social do CRAS Botafogo, Eliane Magna, a ideia surgiu a partir de situações percebidas no atendimento às usuárias do equipamento, que tinham dúvidas sobre como procurar ajuda e acionar a rede de proteção.
“A ideia surgiu a partir de usuárias que chegaram ao CRAS e não sabiam como fazer para acionar a Patrulha. Então, percebemos a necessidade de trazer essa orientação para mais perto delas. Essa parceria com a comunidade quilombola também é muito importante, porque a gente consegue levar outras ações e serviços para essas mulheres”, explicou.
O presidente da Associação da Comunidade Quilombola de Botafogo, Josimar Fernandes Silva, destacou a importância da parceria para a comunidade.
“Essa parceria foi muito boa e muito importante para nossas mulheres e para as crianças. Fico muito feliz com essa aproximação entre a Prefeitura e a comunidade e espero que possamos realizar outras ações como essa, trazendo cada vez mais informação e serviços para as nossas famílias”, afirmou.
A equipe da Patrulha Maria da Penha apresentou os tipos de violência previstos na legislação e explicou como reconhecer situações que podem indicar violência física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. As participantes também receberam orientações sobre como pedir ajuda e quais serviços podem ser procurados.
Para a inspetora-adjunta e coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Regiane Costa, levar a conversa para diferentes comunidades ajuda a tornar a informação mais acessível.
“É importante que as mulheres conheçam os diferentes tipos de violência e saibam identificar quando uma situação se torna uma violência. Informação também é uma forma de proteção, porque ajuda essa mulher a reconhecer o que está acontecendo e saber onde buscar ajuda”, destacou.
Moradora da comunidade, Priscila Ferreira participou da palestra e contou que saiu do encontro com novos conhecimentos sobre o tema.
“Para mim foi ótimo. Aprendi coisas novas sobre a violência contra as mulheres. Mesmo não sendo casada, aprendi muito e também posso saber como ajudar uma vizinha”, contou.
Em caso de emergência ou para denunciar uma situação de violência, a população pode acionar a Secretaria de Segurança e Ordem Pública, por meio da Guarda Civil Municipal, pelo telefone 153.