Dezenas de artistas das Escolas de Samba e de manifestações carnavalescas se reuniram na Casa da Cultura José de Dome, o Charitas, em uma escuta pública voltada para o segmento. Promovido pela Secretaria de Cultura, o espaço de diálogo abordou os atuais desafios para valorização e fortalecimento das agremiações da cidade. Além das autoridades municipais e dos artistas, o encontro contou com a participação da Associação dos Blocos e Atividades Carnavalescas de Cabo Frio (ABACCAF) e da Liga das Escolas de Samba de Cabo Frio.
O secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes, destacou a importância da proximidade e participação da sociedade civil nesse processo de retomada e discussão sobre o carnaval da cidade.
“Estivemos reunidos para colocar à disposição da sociedade civil os profissionais da nossa gestão, os que podem auxiliar no acesso ao fomento e às políticas públicas. No entanto, essa retomada exige a atuação e compromisso das agremiações, para que o trabalho de valorização e fortalecimento seja efetivo. Temos grandes artistas do Carnaval, escolas tradicionais, mas esse movimento depende da participação de todos e com responsabilidade. Esse segmento eu acompanho desde 1997 e não poderia deixar de ouvir o samba”, disse.
As Escutas Públicas fazem parte de um calendário de ações participativas da Secretaria de Cultura, com objetivo de ouvir demandas, sugestões e propostas que possam contribuir para a construção de políticas públicas representativas e de fortalecimento para os setores culturais.
“Nesse momento, a pergunta sobre a reativação do carnaval vem para a sociedade civil no mesmo momento em que a Cultura nos pergunta o que queremos do Carnaval de nossa cidade. É importante estarmos unidos, aproveitando esses acessos de fomento para viabilizar esses trabalhos”, destacou Joir Reis, presidente da Associação dos Blocos e Atividades Carnavalescas de Cabo Frio (ABACCAF)
O presidente da Liga das Escolas de Samba de Cabo Frio, Leandro Corrêa, ressaltou a importância comunitária no desenvolvimento de projetos e novos artistas.
“Os movimentos de agremiação, novas e as que já existem, começam com a mobilização das comunidades. É ali que nascem novos artistas e talentos que perpetuarão essa manifestação cultural anos depois. Precisamos que as agremiações estejam alinhadas com suas comunidades, para que o carnaval siga passando de gerações em gerações”, finalizou.