A Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Clima e Saneamento, vem realizando, semanalmente, uma série de ações que visam recuperar áreas de manguezais em todo o município. A renaturalização, que começou no ano passado, objetiva, neste momento, o replantio de mudas que não brotaram, correspondendo a 20% de todo o material plantado, além do plantio de novas mudas nos mesmos locais.
A ação engloba os bairros Portinho, ao redor do shopping, e Palmeiras, além de locais de preservação ambiental revitalizados pelo município como Dormitório das Garças, Anjo Caído e Parque Natural Municipal do Mico-Leão-Dourado, em Tamoios.
A condução do trabalho de plantio e replantio é realizada pela Equipe Verde da Secretaria, responsável pela execução e monitoramento desse tipo de atividade. Nessa fase, foram replantadas 27 mudas, das quais: sete de mangue-vermelho (Rhizophora mangle), seis de mangue-preto (Avicennia schaueriana), oito de mangue- branco (Laguncularia racemosa) e seis de mangue-de-botão (Conocarpus erectus).
Desde o início da gestão atual, mais de quatro mil mudas de mangues já foram produzidas no Horto Municipal para plantio, principalmente da espécie mangue-vermelho. A ação faz parte do projeto “Cabo Frio Educada”, que abrange atividades de reflorestamento, recuperação de áreas degradadas e educação ambiental.
O programa visa a restauração de ecossistemas sensíveis, como os manguezais, que desempenham papel fundamental na proteção da zona costeira, atuando como berçários naturais da vida marinha, filtros biológicos da água e barreiras contra a erosão.
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Clima e Saneamento, Jailton Nogueira, a recuperação dos mangues, que teve início em 2025, é um trabalho técnico contínuo, já que os manguezais são ecossistemas que impactam diretamente na qualidade de vida da população.
“Os mangues garantem a manutenção da biodiversidade, a qualidade da água e a proteção da linha costeira. Cada muda plantada protege contra a erosão, funciona como berçário de vida marinha, filtra poluentes e sequestra altas quantidades de carbono. Trata-se de uma espécie de purificador de água e ar. Do montante plantado no ano passado, 80% brotaram gerando um impacto positivo enorme para o ecossistema da nossa região. Agora seguimos monitorando essas áreas e recuperando onde ainda há lacunas”, explicou o secretário.