A Prefeitura de Cabo Frio iniciou, nesta quarta-feira (28), mais uma etapa do projeto Capital Mob 4.0, voltado à inovação e à melhoria da mobilidade urbana no município. A ação começou no auditório da Prefeitura e marcou o início da fase prática de coleta de dados em campo, etapa fundamental para identificar gargalos, mapear padrões de deslocamento e orientar intervenções mais eficientes nos diferentes territórios da cidade.
O secretário de Mobilidade Urbana, Kiko Jorge, destacou a importância do envolvimento coletivo e o caráter transformador da iniciativa. “É uma alegria fazer parte desse processo e estar, neste momento, à frente da Secretaria de Mobilidade de Cabo Frio. Esse projeto representa um marco para a cidade no que diz respeito à sensibilidade com a mobilidade. É fundamental levar informação ao cidadão e contar com a participação de todos para enfrentar esse desafio. Nosso objetivo é construir uma cidade inteligente, com calçadas caminháveis, ruas mais seguras e atenção às micromobilidades, além de investir em educação e formação, especialmente junto às escolas e aos jovens”, afirmou.
O secretário-adjunto de Mobilidade, Rogério Guimarães, ressaltou que a etapa prática é essencial para transformar planejamento em ação concreta. “A partir do momento em que vamos para as ruas, conseguimos enxergar a cidade como ela realmente funciona no dia a dia. É nesse contato direto com os bairros que identificamos os gargalos, entendemos as necessidades específicas de cada região e conseguimos pensar soluções mais realistas e eficazes para a mobilidade urbana”, destacou.
Representando a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o professor Mateus Oliveira ressaltou que Cabo Frio é uma cidade com grande potencial e que merece uma mobilidade funcional. “Esse é mais um passo no processo de transformação da cidade. O que começa agora vem sendo construído há bastante tempo. Nossa intenção é que a mobilidade deixe de ser um obstáculo e passe a favorecer a vida das pessoas, permitindo que elas cheguem às oportunidades que precisam e tenham dias mais funcionais”, explicou.
Mateus também destacou as características do município e a importância das decisões baseadas em dados. “Cabo Frio é uma cidade bonita, abençoada, com muitas riquezas e um enorme potencial turístico, ambiental e cultural. A mobilidade precisa potencializar tudo isso, em todas as regiões, do Centro aos bairros e comunidades. A coleta de dados é central, porque decisões baseadas em informações atuais e confiáveis permitem intervenções mais assertivas e eficazes, capazes de realmente mudar a cidade”, completou.
O projeto Capital Mob, que conta com uma rede de mais de 400 pesquisadores, já formou mais de 30 pessoas em jornadas informativas e capacitou mais de 100 profissionais em ciclos de treinamento, além de desenvolver protótipos tecnológicos e produzir publicações que orientam intervenções urbanas. Iniciado em 2025, em Cabo Frio, o projeto já passou por etapas como o diagnóstico da cidade, eventos de escuta com a população e a sociedade civil organizada, o prognóstico de soluções elaborado por pesquisadores, a produção de uma cartilha de intervenção e a capacitação do corpo técnico da Prefeitura. Agora, a iniciativa avança para a fase de aplicação prática, levando a pesquisa para as ruas e aproximando a tecnologia da realidade urbana.
Nesta etapa, estão sendo testados aplicativos com soluções que permitem coletar dados sobre acessibilidade, condições de deslocamento e uso do espaço público, monitorar rotas de ciclistas e o fluxo em ciclovias, identificar irregularidades no pavimento e obstáculos que impactam o trânsito, avaliar o conforto térmico em diferentes ambientes e no transporte público, além de possibilitar alertas em situações de emergência ou assédio, ampliando a segurança dos usuários. Também estão sendo analisados horários de maior demanda e pontos mais utilizados no transporte coletivo, fornecendo subsídios importantes para o planejamento urbano.
A fase de coleta de dados segue até sexta-feira (30) e ocorre em diferentes pontos da cidade, como Jardim Esperança, Centro, Peró, Tamoios, São Cristóvão e Praia do Forte. O objetivo é garantir que as futuras decisões e intervenções na mobilidade urbana de Cabo Frio sejam eficazes, participativas e baseadas em evidências concretas. O projeto se estende até o fim deste ano, com outras ações pela cidade.